Meu Complemento Divino

PUBLICADO EM: POR: Michaela

O Seu Eu Superior é um raio de um Eu Maior seu, um Eu Sou que saiu da sua Mônada, e está vivendo uma experiência em um mundo. Em mundos de dimensões superiores, este raio, que é o Seu Eu Superior, é um ser andrógeno. Mas para encarnar em mundos de dimensões mais baixas, mundos de polaridade feminino e masculino, o ser andrógeno deve se bipartir em dois seres, cada um de uma polaridade, para poder encarnar neste mundo. Assim, o seu Complemento Divino é a outra metade de você, é a sua polaridade complementar, e juntos vocês formam um único ser de luz.

Eu conheci o meu Complemento Divino pela primeira vez durante uma meditação. Esta meditação era na verdade um tratamento para liberação de cargas energéticas. Eu estava concentrada, seguindo as orientações da terapeuta que orientava o grupo, fazendo as mentalizações junto com o grupo, quando comecei a sentir muita dificuldade em visualizar o que ela falava. Parecia que a minha Mente tinha ganhado vontade própria e eu comecei a ver imagens na minha tela mental que eu não tinha controle.

Tentei com muito esforço retornar ao exercício, mas por mais que eu me esforçasse em mudar as imagens que eu via em minha mente, eu não conseguia. Comecei a me ver muito alta, e vi que meus pés cresciam para dentro da Terra, me tornando cada vez mais alongada. Em um dado momento, meu foco mudou do topo do meu corpo que estava sentado na minha cadeira da sala, na frente do computador onde a terapeuta nos orientava, e deslizei pelo meu corpo alongado, como em um elevador, para onde estavam os meus pés. Vi que eu estava no Centro da Terra, em uma sala ampla cor de terra alaranjada e haviam uns seres que me aguardavam. Estes seres eram da minha altura, pareciam humanos mas eu sabia que não eram. Nós não falamos nada e eu vi que havia um sarcófago com o rosto de Hórus na sala. Pensei que o sarcófago seria uma câmara de tratamento, pois eu estava fazendo um tratamento para os meus corpos astral, emocional e mental, e então entrei no sarcófago. Tenho que dizer que durante toda esta experiência eu não senti medo nem apreensão, ao contrário, me senti acolhida e sendo tratada. O olhar dos seres era muito calmo e bondoso e eu senti com o meu coração que estava segura lá com eles. A porta do sarcófago se fechou sozinha e eu fiquei lá dentro por uns segundos, aguardando. Mas muito rápido, mais do que eu esperava, a porta se abriu novamente e eu me vi em um lugar completamente diferente do primeiro.

O sarcófago, que eu pensava que era uma câmara de regeneração, era na verdade um meio de transporte. Saí e vi que estava em um local com muita névoa branca e azul que lembravam nuvens. A sensação era diferente ali também: parecia ser um ambiente ainda mais leve e ainda mais sutil que o primeiro. À minha esquerda, eu vi seres parados que me observavam com tranquilidade sem dizer uma palavra. Eles eram da altura de crianças e tinham o rosto parecido com os ets dos filmes rs Eles tinham o corpo branco e magro, e desconfio que eram arcturianos. Seus olhos eram grandes e levemente puxados e com queixo fino, topo da cabeça grande e redondo e não trajavam roupas.

Foquei a minha frente e vi que no meio da nevoa apareceu uma silhueta de um homem que se aproximava. A silhueta era como uma sombra, de cor escura, e ele era da minha altura, com o porte físico parecido com o meu. Ele veio se aproximando e parou a alguns passos à minha frente. Fiquei um tempo frente a frente com ele, sem dizer uma palavra. Eu não conseguia ver o seu rosto, nem seu corpo, ele se parecia como uma sombra para mim. Eu não sentia nem medo, nem apreensão. Na verdade, eu não sentia nada por aquela sombra. Senti uma intuição de que eu deveria dar um passo para a frente e então eu o fiz. Só que quando eu fiz isso, eu me movimentei mais do que eu esperava e eu acabei entrando por dentro do corpo da sombra.

A sensação que se seguiu a isto foi muito forte. Foi uma energia muito, mas muito intensa que percorreu o meu corpo, como um choque elétrico, e ao mesmo tempo uma pressão e calor. Me senti sem fôlego, e me esforcei para respirar. Respirei com dificuldade, profundamente, muitas vezes. A sensação começou bem intensa e durou bastante tempo, uns bons 3 ou 5 minutos ao que me parecia, até que foi se estabilizando, e eu fui conseguindo respirar com mais facilidade. Os seres baixinhos que eu achava que eram os arcturianos continuavam me observando na mesma distância, como que estivessem se certificando de que tudo iria correr bem. Quando eu me estabilizei, eles se viraram e foram embora, sem dizer uma palavra. Fiquei ali parada ainda por um tempo no meio da nevoa, olhando para todos os lados, mas nada mais acontecia. Desde que eu havia entrado no sarcófago eu não ouvia mais a voz da terapeuta, e então achei que era hora de retornar para o meu corpo.

Quando pensei em fazer isto, minha consciência foi retornando aos poucos e eu fui me mexendo bem devagar, mas no mesmo instante em que eu me dei conta do meu corpo físico, senti uma dor extremamente aguda na minha coluna, que irradiava pelas minhas costas. Logo de início eu não conseguia me mexer e novamente veio a dificuldade de respirar e eu arfava e suspirava, tentando me mexer o mínimo possível na cadeira. Aos poucos, a dor e a ardência na coluna foram passando, o calor na coluna foi se dissipando e eu fui começando a me mexer devagar, me alongar e a minha respiração foi retornando ao normal.

Eu não soube o que havia acontecido comigo por alguns meses, nem soube quem era aquele homem, até que um tempo depois eu comecei a ver o meu Complemento Divino na minha vida 3D, enquanto acordada. Mas não antes de me encontrar com o meu Eu Superior (em breve contarei esta história também).