A Batalha pelo Rio de Janeiro

PUBLICADO EM: POR: Michaela

(Leia sobre o trabalho de meditações do nosso grupo aqui.)

O trabalho de meditação de hoje seria auxiliar as hierarquias de luz na segurança para o evento das Olimpíadas que tomaria lugar na cidade do Rio de Janeiro dentro de alguns dias. Muitos seres da Confederação já estavam próximos à cidade e dentro dela, ajudando a formar a egrégora para que o evento transcorresse de forma tranquila. A nossa missão era enviar energias para eles com esta finalidade e ajudar no que fosse preciso.

Logo no início da meditação, na hora das orações, vi que se formava no centro do círculo uma esfera de energia densa proveniente de cada um de nós. À medida que as nossas densidades se desprendiam e iam se reunir no centro do círculo, eu ia me sentindo mais leve, mais concentrada. Ao final, aquela esfera subiu e foi levada e a cúpula azul de proteção se formou ao redor do nosso grupo.

Iniciamos o trabalho com a guiança dos mentores e eu vi na minha tela mental um Ser de rosto pequeno, de formato triangular invertido e fino. A cabeça do Ser era alongada para cima e bem grande em relação ao tamanho do seu rosto, e tinha um formato cônico. Ele era todo formado de energia branca e eu fiquei na dúvida se o topo da cabeça era dele mesmo ou se ele estava usando um turbante na cabeça. Poderia ser o Ser que estava falando através do nosso colega que canalizava?

Senti o desacoplamento de 2 dos meus corpos e eu permaneci sentada no círculo, no Parque. Como eu estava meio febril, achei que este era um modo do meu Eu Superior de poupar o nosso corpo. Busquei a conexão com os dois corpos para ver onde estavam, o que estavam fazendo, e vi que um dos corpos estava vendo uma pirâmide grande com riscos na horizontal da parede dela. A pirâmide parecia estar no meio de um deserto, eu via tudo alaranjado ao redor. Fui voando pela esquerda e dei a volta na pirâmide e vi que havia uma porta. Passei pela porta e vi que na verdade era um portal, pois entrei em um buraco de minhoca. Do outro lado do portal, a saída do buraco de minhoca abria-se muito larga e parecia uma flor bem grande. Eu saí no meio do espaço, em algum lugar que eu não sabia onde era. Vi muitas estrelas e senti que aquele portal era unilateral, ou seja, poder-se-ia somente passar por ele no sentido de Gaia para o espaço, mas não tinha como retornar pelo mesmo portal (leia sobre conceitos de desacoplamento de corpos, buracos de minhoca, portais e outros aqui).

O meu outro corpo ainda estava em Gaia e eu a via com asas, parada em um lugar bem alto, que pareciam nuvens alaranjadas e rosadas. Eu estava sentada e olhando para baixo, e havia uma cidade bem embaixo, bem pequena ao longe. Levantei e saí voando, e vi que eu soltava flocos de energia dourada. Eu estava só observando sem interferir com a minha vontade, quando vi voando nos céus da cidade junto comigo um grande dragão branco. Ele parou, me olhou e seguiu em frente. Logo depois vi outro passar por mim. Neste momento, usei da minha vontade para tomar o controle daquele corpo, fui até o pescoço do dragão e deitei em cima do lombo dele, fazendo carinho atrás das orelhas enormes. Ele deixou eu fazer o carinho nele (ele tinha uns olhos muito dóceis), e depois nos separamos, ele continuou a patrulha dele e eu devolvi o controle daquele corpo ao meu Eu Superior e desci o foco até o Parque para prestar atenção na guiança do trabalho.

Com aqueles 2 corpos trabalhando independentes, comecei a tentar contribuir com o meu próprio, seguindo as orientações do Ser que o nosso companheiro canalizava. Fui até a cidade, e de cima vi sirianos (tigres e gatos enormes, e também humanoides com cabeça de gatos) patrulhando a cidade e trabalhando junto conosco. De vez em quando cruzava com algum e eles me viam.

Também via muitos seres em formato de serpentes e bichos furtivos patrulhando, e estes tinham os olhos mais perversos.

Em um dado momento, vi que ao redor de toda a cidade tinham sido erguidas pirâmides de energia branca acopladas uma dentro da outra, como se a cidade tivesse sido cercada de 1 única pirâmide de energia branca com muitos níveis de paredes, e eu senti que aquele campo de força era intransponível. Senti que a cidade estava sitiada por aquele bloqueio energético e que nenhuma influência de fora poderia a partir de então entrar e nada de dentro poderia também comunicar-se com o exterior sem passar pela energia branca e forte das muitas paredes daquela multi-pirâmide. A cidade tinha virado uma fortaleza cercada.

Quando os escuros que haviam ficado dentro dos limites da cidade viram isto, eles enxergaram aí uma oportunidade de virar o jogo para eles, se utilizando do bloqueio, que eles sabiam que não poderia ser facilmente desfeito, para infundir energias de caos e medo dentro dos limites do campo de força. Eles não só inundavam a cidade de energia escura, como também tentavam escoar a energia crística que colocávamos para fora do campo de energia. Começou aí uma batalha violenta.

Eu conjurei um furacão que varria todas as energias densas desde o epicentro da cidade para as bordas, varrendo todas as densidades em uma gigantesca espiral. Quando fiz isto, vi que conseguimos conter as ações dos trevosos, mas então os ataques deles aos nossos corpos físicos no parque se intensificaram. Haviam muitos olhos severos, alguns anfíbios, me encarando no parque e eu lutava para manter o foco na batalha, mas a minha atenção era chamada o tempo todo de volta. Nós não estávamos desamparados e eu via mentores ao redor do nosso círculo e um tigre de pura energia branca entrou pelo canto esquerdo da roda e veio se sentar bem na minha frente, e ficou me guardando.

Porém, em um determinado momento, vi uma cobra gigantesca aparecer no centro do círculo. Ela era, tenho que admitir, magnífica. A textura da pele era bem grossa e escura e os olhos eram bem perversos, e por 2 segundos eu prestei atenção nela e nos detalhes do corpo dela. Foi o tempo suficiente para a transferência de foco. Senti uma pontada no coração com o olhar dela em mim e me senti sendo puxada para fora do meu corpo, contra a minha vontade.

Fui subindo, subindo, sendo arrastada para fora de Gaia, além da Lua, e eu via que ia me aproximando de uma nave pequena. Decretei com todo o meu Ser que eu não queria ser levada para a nave, que eu queria retornar para o meu corpo imediatamente e roguei a Deus Pai-Mãe e aos Mestres Ascensos para que fizessem valer o meu livre arbítrio. O decreto do livre arbítrio funcionou e eu consegui retornar ao meu corpo, mas senti que uma parte/corpo minha tinha sido desprendida e havia sido capturada na nave. As minhas costas doíam levemente e eu senti uma equipe médica começar a me tratar, atrás de mim. Chamei aquele corpo de volta estalando os dedos e decretando reacoplamento, porém o corpo voltou em muito mau estado e não pôde ser reacoplado imediatamente, tendo que aguardar atrás de mim para receber cuidados da equipe médica que ainda atendia as minhas costas. Com isto, os trevosos haviam conseguido me tirar momentaneamente da batalha.

Quando senti que haviam terminado de curar as minhas costas e iniciavam tratamento no meu corpo que havia sido resgatado da nave, saí novamente e retornei para a batalha. Cheguei nos céus do Rio e vi que estávamos terminando de preencher o campo de energia da pirâmide com as energias dos 7 raios, e as ações dos trevosos já haviam sido neutralizadas! Ajudei a terminar o trabalho e quando todo o interior do campo explodiu em luz branca, senti, ouvi e vi a frota da Federação linda demais comemorar, todos em uníssono, a nossa vitória! Vi anjos, arcanjos, explosões de luz e de seres alados, todos explodindo na minha tela mental! A comemoração e o grito da vitória foram sentidos no meu corpo, no meu coração e na minha garganta, e eu só não explodi em aplausos pois estávamos todos de mãos dadas no círculo! O “urra!” da vitória ficou abafado pela emoção e por algumas lágrimas, que eu via, eram compartilhadas pelo próprio canalizador que conduzia a ação do grupo, e por muitos dos meus companheiros em roda! A emoção da vitória nesta batalha difícil durou muito tempo, até que enfim abaixamos as mãos que havíamos levantado em comemoração e ouvimos o discurso amoroso de uma irmã que nos parabenizava, através da voz do canalizador.