O que é o Ego?

PUBLICADO EM: POR: Michaela

Quando entramos no jogo da Matriz 3D de Gaia, nós ainda éramos o nosso Ser puro. O Ego ainda não existia. Nós nos lembrávamos de quem nós éramos, tínhamos acesso às outras partes de nós e éramos livres para transitar para dentro e para fora do mundo de Maya Gaia. Quando a matriz de Gaia ressoava a frequências mais altas de luz, não existia a necessidade de se criar um Ego e nós vivíamos como o nosso Ser de luz puro e éramos conectados a TUDO e a TODOS.

Com o tempo e à medida que a Matriz de Gaia foi decaindo de frequência, foi se criando a ilusão de separação do Ser com o TODO, pois o Ser também foi decaindo a sua frequência pessoal. A Matriz de Gaia não foi criada com o intuito de se experimentar frequências tão baixas do Ser, quando na ilusão de separação do TODO. A própria noção de separação foi pretendida para ser parcial e não total, como a vivemos no nosso AGORA. Deveria ser um ambiente rico em formas de barro, em que o Ser pudesse experimentar ser muitos papéis e interagir com outros Seres em outros corpos separados, mas não se esquecendo de que o Planeta era um Ser vivente e não se esquecendo de que TODOS faziam parte do Coletivo do Planeta.

Com a crescente decaída de frequência e o esquecimento do Ser de que TODOS eram UM, o Ser foi acumulando experiências e reagindo a um ambiente que se tornava cada vez mais hostil. Ele começou a acreditar nos papéis que desempenhava (pai, professor, padre, rei, escravo) e passou a acreditar que ele era aqueles papéis.

O Ego foi criado como uma forma de proteger o Eu Interior, para funcionar como um personagem, e uma forma de se adequar ou se enquadrar em um padrão, um papel criado pela sociedade. O papel ditava como o Ser deveria se comportar, como deveria reagir a tais situações, era uma interface entre o Eu Interior (como você é de verdade) com o mundo exterior (todos os outros). Assim, o Ego comporta respostas padrão, que foram sendo profundamente enraizadas no Ser ao longo de muitas encarnações, e foram sendo repetidas ao longo das muitas vidas passadas.

Agora, à medida que mais luz vai entrando em Gaia e o ambiente à nossa volta vai se tornando menos hostil, temos a chance de liberar estes padrões de comportamento para encontrarmos o nosso verdadeiro Eu Interior. Liberando o Ego reativo, retornamos à nossa essência como um Ser.

Devemos ser gratos ao nosso Ego, pois ele cuidou de nós e nos protegeu durante muitas vidas. O seu Ego foi o seu guardião, e foi a personalidade que te protegeu durante muitas encarnações hostis. Ele não deve ser temido ou repelido, mas deve ser compreendido como uma parte de você que respondeu às situações vividas da melhor forma que pôde, como ele pôde, e que agora precisa de amor e de cura. Não devemos encarar o nosso Ego como uma parte nossa que deve ser descartada, mas como uma parte nossa que precisa ser tratada, curada.

Ao iniciar este processo de cura e retorno à essência, o Ego irá resistir, pois ele vê a perda da individualidade como uma ameaça para o Ser. O Ser irá, de fato, perder a sua individualidade, mas no sentido de que ele deixará de se ver como um Ser individual e passará a se ver como um conjunto de Seres. Ele retorna ao seu estado natural de ser, como ele era (e semrpe foi) antes de entrar na Matriz de Gaia, à medida que os padrões reativos do Ego são liberados.