Realidades Paralelas

PUBLICADO EM: POR: Michaela

Esta experiência aconteceu no dia 08 de junho de 2015.

São 5:39 da manhã agora.
Acordei na minha cama mais cedo de madrugada, não sei que horas eram da primeira vez que acordei. Na verdade, não estava completamente desperta ainda. Antes de dormir estava ouvindo as mensagens canalizadas e pensando como seria maravilhoso poder me comunicar com os mestres ascensos. Na verdade, esta é uma descrição simplificada dos meus pensamentos, mas vamos lá.

Nos primeiros momentos do despertar, acredito que fizeram contato comigo, pois me lembro de estar conversando com alguém que estava de pé ao lado da minha cama, mas não estava completamente consciente de sobre o que conversávamos. Parecia que eu estava no “piloto automático” rs A conversa não passava realmente pela minha mente, eu era mais uma expectadora. A única parte da conversa que eu me lembro conscientemente de ter falado foi: “Eu aceito”. Ao fazer isto, parece que eu fui transportada para uma cidade no astral. Uma cidade de torres altas branco-transparentes, e de muitas cores! Via as imagens passando e as cores passando como se eu estivesse voando muito rápido pelo lugar todo. Foi como ver um filme acelerado, não conseguia distinguir direito o que via, pois passava muito rápido, mas via seres de luz, lugares, e cores, um seguido do outro. Não lembro de todas as visões que tive pois foram muito rápidas, mas me lembro dos seres de luz, feitos de luz transparente branco-azulados, pude ver as linhas de seus rostos. Uma das pessoas me pareceu ser a Mestra Kuan Yin!

Senti muita dor na coluna e fui me revirando na cama para me acomodar melhor. Tinha um mosquitinho no meu quarto que estava me rodeando. Tentei matar ele, mas não consegui, continuava a ouvir o seu zumbido. Procurei reter todas as imagens que havia visto na cabeça, mas mesmo logo depois de vê-las era impossível, pois foram muitas e muito rápidas. Eram todas imagens muito bonitas! Só sei o que não vi: não vi naves, não vi lugares físicos, vi luzes, alguns lugares feitos de luz colorida, lembro de ter visto muitas cores e lembro principalmente de muitos rostos! Quando comecei a ver os rostos, até pensei que um deles poderia ser o meu rosto na minha matriz 5D, mas não acredito que nenhum tenha sido. Vi muitos pares de olhos no final, olhos de luz azuis claros transparentes, muitas luzes azuis claras.

Por algumas vezes ainda disse “Eu aceito” de novo para tentar prolongar a experiência e via luzes e lugares, mas das vezes seguintes já não via rostos.

Então, continuei me revirando na cama, já não sentia mais dor na coluna, o mosquito continuava ali, as vezes eu erguia o braço para tentar matá-lo, me distrai por um tempo fazendo isso, tentando ter mais visões, me concentrando.

Sem perceber que o cenário havia mudado ligeiramente, estava deitada em minha cama, mas pessoas me rodeavam. Eu tinha a certeza de que estavam todas encarnadas. Estas pessoas moravam comigo. Eu estava dividindo minha cama com uma mulher que na hora eu soube que era a minha vizinha. Ela estava se preparando para deitar. Era uma casa bem parecida com a minha, então demorei bastante para perceber que não era a minha.

Continuei tentando me concentrar para continuar tendo as visões e me vi deitada em uma outra cama, em outra casa. Eu estava no apartamento que morei quando era criança com meus pais e meu avô morava com a gente (Na minha realidade nós nos mudamos quando eu tinha 17 anos e meu avô não mora conosco). Não sei por que, mas não vi meu irmão na casa (ou não lembro de tê-lo visto) mas ali havia um gato! E ele era muito carinhoso, e tive a sensação de já tê-lo tido visitado ali naquela dimensão paralela outras vezes, pois me lembrei bem distintamente de ter brincado com ele. Ele pulou na minha cama algumas vezes e eu levantei algumas vezes também. Havia dinheiro na cômoda ao lado da cama e eu estava guardando o dinheiro para dormir. Interagi com meus pais,  eles me pediam para terminar de contar o dinheiro antes de ir dormir, pude sentir que estavam apreensivos, nós estávamos enfrentando problemas financeiros. Teve uma hora que levantei da cama e fui até a cozinha para acompanhar o gato para comer. Na cozinha pude vê-lo muito melhor, deitei no chão e ele deitou em cima de mim, fiz carinho nele, pensei: “por que que eu não dou mais atenção para você?”

Foi neste exato momento que me lembrei do que estava acontecendo, do porque eu não interagia mais com ele: era porque ele não existia na minha vida atual e nem na casa dos meus pais. Eu já estava há tanto tempo naquela linha temporal que por um momento havia esquecido que aquela não era a minha linha temporal. Procurei me concentrar naquele momento para recordar todos os lugares em que estive e todas as visões que havia tido até aquele momento para relatar depois.

Finalmente voltei pra minha cama. Peguei o meu celular e coloquei um mantra baixinho para ouvir. Não me lembro de qual era. Meu pai ou meu avô (não me lembro direito) vieram falar comigo sobre o dinheiro, continuei ouvindo a música e relaxando, mente e corpo, e então, de repente, me dei conta de que a minha vizinha estava deitada ao meu lado, tentando dormir. Eu havia pulado novamente para outra linha temporal e estava com o celular na mão, com uma música alta tocando. Peguei o celular e corri para desligar a música para não acordá-la. Neste momento, comecei a sentir presenças estranhas ali comigo.

Naquele quarto, eu não estava muito segura. Ao mesmo tempo que comecei a me concentrar para ter mais visões e lembrar das que eu tinha tido, fui me sentindo cada vez mais leve. Comecei a sentir e ver pessoas ali, tentei me acalmar. Algumas vezes chegava a quase pegar no sono ali naquela realidade. Minha vizinha já estava deitada na cama ao meu lado e dormia. Ela nem acordou com a música no meu celular. De uma das vezes que quase cheguei a pegar no sono, fiquei naquele estado entre dormindo e acordada, e foi quando senti que mãos invisíveis me prendiam na cama, senti as minhas mãos presas no alto e senti franjas do meu travesseiro voando, roçando no meu rosto, como que para tentar me assustar. Eu havia entrado em catalepsia projetiva naquela realidade, e estava presa no astral, e as pessoas que estavam ali no quarto comigo agora podiam "interagir" comigo. Eu estava deitada, tentei gritar, mas o som não saía. Tentei voltar para o meu corpo, fiz força, mas não consegui. Nesta hora pensei no meu guia e senti a sua presença ao lado da janela observando a cena, e ao senti-lo ali consegui me acalmar. Me senti sendo vigiada para que nada de ruim acontecesse comigo, e ao sentir isto tive a certeza de que ele sabia que eu conseguiria sair daquela situação sozinha. A confiança dele me contagiou e eu, de mãos presas na cama, com aquelas risadas que tentavam me causar medo fui relaxando o corpo, lentamente. Ao parar de sentir medo, me dei conta de que os irmãos que estavam ali não podiam me machucar, eu não estava em nenhum risco real. Pensei: "eles não estão me fazendo nenhum mal, só estão brincando". Quando o medo sumiu e a calma chegou, eu consegui pensar nos irmãos que estavam ali com carinho. Nesta hora consegui acordar e senti as minhas mãos soltando e as franjas do meu travesseiro já não estavam mais flutuando, roçando no meu rosto. Eu estava deitada de novo na cama com a minha vizinha.

Mesmo tendo acordado, senti que aqueles irmãos continuavam ali no quarto comigo, senti que aquela realidade paralela não era segura para mim. Lembrei da minha casa com saudade, e em como havia tanto tempo que eu não sentia nenhuma presença hostil lá. Neste momento, comecei a ouvir um zumbido de mosquito no meu ouvido. Percebi que estava de volta na minha linha do tempo, e que o mosquito continuava ali. Tentei matar ele mais uma vez, sem sucesso.

Percebi que estava com a boca seca, pois havia estado de boca aberta durante o sono. Sentei na cama devagar e bebi um copo de agua. Vi as horas, eram 5:30.

Lembrei que no meio da experiência também, no começo, quando ainda estava conseguindo ter contato com os seres de luz, teve uma hora que eu senti meu corpo vibrar um pouco, e senti que começava a levitar. Lembro que eles vinham se comunicar comigo, eu estava em uma sala, que parecia uma sala de aula, cheia de carteiras e eu estava sentada em uma delas, e então eu fui me sentindo mais leve, mais leve, flutuei até o teto da sala de aula e no teto comecei a tentar escrever as experiências e as visões que tinha tido com os seres de luz. Em um determinado momento não consegui mais escrever, parecia que estavam tentando guiar a minha mão mas não consegui escrever nada, só descrever movimentos circulares com a minha mão direita. O meu braço esquerdo começou a flutuar e atingiu o teto sem que eu tivesse controle, estava sendo conduzido. A sensação era muito boa, parecia uma brincadeira.