Ativações no Templo da Lua - O Caminho

PUBLICADO EM: POR: Michaela

Este ano, fui enviada para participar de uma ativação no lago Titicaca na Bolívia, em uma das ilhas do lago, chamada Isla de La Luna. (Ver trabalhos do ano anterior aqui, aqui, aqui e aqui).

Como sempre, não me contaram maiores detalhes sobre o trabalho até que eu já estivesse lá, somente me deram as datas e me disseram para ir até o deserto do Atacama (de novo) e aguardar, e assim eu fiz.

Este ano o trabalho foi diferente para mim, pois assim como todo mundo, estive passando por uma fase de limpeza energética e resgate de energias de vidas passadas desde meados de Junho, e a minha vidência por isto esteve um tanto fechada nestes meses. Eu não podia ver claramente ou bilocar durante a limpeza, e os Arcturianos e meus mentores seguiam me falando que este processo era necessário, como quando você precisa reiniciar o sistema de um computador depois de fazer as atualizações. Eu não estava preocupada com a minha vidência (sentia um pouco de falta de bilocar rs) pois sabia que ia voltar e tudo iria se normalizar depois que o processo de limpeza acabasse, mas fiquei na dúvida de se eu conseguiria ser útil durante o trabalho, no estado de "cegueira" em que eu me encontrava. Os Arcturianos, como sempre muito sábios, me lembraram de que em qualquer situação ou densidade em que eu me encontrasse eles sempre estariam comigo e me lembraram que eu sempre consegui chamá-los e senti-los, não importando qual fosse a situação (e isto era verdade. O meu canal com eles é permanente, não importa o que eu esteja passando na minha vida). E os meus mentores me informaram que esta viagem, além de trabalho, também era parte do meu processo de limpeza e me disseram que haveria momentos em que eu acharia que estava andando sozinha, sendo levada pelo acaso, mas que na verdade eles estariam me guiando, e que eu iria perceber isto logo em seguida. E assim foi.

Fiquei 2 dias em San Pedro de Atacama antes de ser intuída a ir ao Titicaca e seguir viagem pela Bolívia, cidade após cidade, até chegar em Copacabana, às margens do rio. A promessa dos meus mentores se realizava a cada passo, pois mesmo sem ver, como eu estava acostumada, eu me encontrava nos locais e situações certos, na hora certa, para seguir viagem, e a confirmação de que eram eles quem me guiavam vinha logo em seguida, através dos números, sinais, penas, ou às vezes até de forma bem óbvia! Realmente não havia o acaso, e eu comecei a gostar dessa forma de fluir e confiar que se está sendo guiada. Quando se está acostumada a ver muita coisa e de repente nos encontramos "cegos", esta perda temporária da visão nos faz refletir em como deixamos de simplesmente confiar e nos deixar guiar pelas energias, sem se preocupar ou pensar muito. Foi um verdadeiro exercício de entrega para mim, e uma lição muito especial que vou levar pela vida toda.

Recebi muitas graças durante a viagem, e uma que não posso deixar de compartilhar, que foi o único momento em que a minha vidência se abriu temporariamente durante a viagem: no meio do deserto de Uyuni, há uma "terma", que são na verdade, duas poças grandes de água que brotam do solo, no meio do deserto. O tour em que eu estava viajando pelo Uyuni fazia parada ali, e apesar de ter um bikini comigo (pois eu havia planejado praia no RJ antes de viajar e acabei nem indo), eu fiquei um pouco reticente de tirar as duas meias de llama, calça térmica, 3 casacos e luvas que eu estava vestindo no frio de 10 graus do deserto para entrar nas termas, muito embora o guia do tour me lembrava que a temperatura da água que brotava do chão variava entre 35 graus e 40 graus. Reunindo todo o clima aventureiro do meu Ser (eu já estava ali mesmo e a parada ia demorar 1 hora antes de seguir viagem), entrei.

Quando entrei na água e comecei a relaxar, senti uma energia muito boa e carinhosa vindo da água. À medida que o tempo foi passando e a energia foi entrando no meu corpo, minha vidência foi abrindo e eu fui percebendo o que havia ali. Dentro da água, havia pequenos elementais marinhos, de corpo pequeno e magro (uns 20 centímetros no máximo), dedos e unhas longas unidas por barbatanas, de pele cor azul petrólio com verde escuro, rosto afinado e olhos pretos grandes e amendoados, com pequenas barbatanas saindo do topo da cabeça, que viviam ali e que faziam um trabalho de limpeza das densidades das pessoas que iam se banhar nas termas. Eles puxavam as densidades dos corpos das pessoas com as mãozinhas, e a sensação disto era muito boa! Como um alívio! Senti que kilos de densidades saíam do meu corpo e agradeci muito aquele tratamento. E o trabalho não parava por aí.

Espíritos vestidos de branco estavam ao redor das termas e auxiliavam as pessoas que entravam e saíam. Ao sair, a sensação do meu corpo era muito diferente da de quando eu entrei. Ouvi pessoas ccomentando sobre a altitude e do esforço de sair da água que causava tonteira, mas a verdade não era inteiramente esta: claro, a altitude influenciava, mas o meu corpo estava bem mais leve do que quando entrei. Um dos senhores (espíritos) que fazia o trabalho de amparo nas termas me deu o braço e foi me auxiliando a subir a colina até onde estava o carro do meu tour, perguntando (em espanhol) se eu estava bem. Que trabalho lindo é realizado ali! Recomendo a todos que tiverem a oportunidade de visitar! O passeio a estas termas é parte integrante do tour ao Salar de Uyuni e o tour pode ser contratado por uma grande variedade de empresas, tanto do lado chileno quanto do lado boliviano.

Durante todo o dia a energia da água das termas continuava circulando pelo meu corpo e realizando o expurgo das energias mal qualificadas que eu carregava. Consegui comer muito pouco durante o dia (pois a energia das águas já havia alimentado meu corpo por completo) e à noite a limpeza continuou. Nossa parada para dormir foi no meio do deserto em um dos muitos refúgios que existem lá (cada tour tem contrato com um refúgio), e durante aquela noite foi a única parte da minha viagem que eu realmente senti medo. A minha vidência ainda estava aberta e eu via que haviam muitas pessoas desencarnadas, em um estado muito ruim de seus corpos astrais, vagando. Eram indígenas, e esta foi toda a informação que eu consegui extrair sobre eles, e estavam desencarnados já há muito tempo. Arrastavam-se pelos arredores do refúgio e tentavam entrar no quarto onde eu estava, tentando forçar as barras da janela, porém sem sucesso (parecia que havia ali alguma barreira energética que os impedia de entrar). Eu dormia e despertava seguidamente, muito impressionada com as visões. Rezava, tornava a dormir e de novo acordava. Só fui conseguir descansar quando finalmente tive a idéia de chamar pelos Arcturianos (!!), que chegaram trazendo uma energia de calorzinho muito relaxante por todo o meu corpo e eu apaguei. Quando despertei no dia seguinte, minha vidência já havia se fechado de novo e a energia das termas havia terminado.

Eu já vi muita coisa na minha vida, e no dia seguinte fiquei pensando e me sentindo um pouco culpada por ter sentido tanto medo daquelas pessoas. Afinal, eram pessoas como todos nós, poderia ser eu, inclusive. Eram apenas almas necessitadas. A verdade é que não sei explicar, e por fim simplesmente aceitei a minha reação, sem ter como justificar. Fica nos registros, para se acaso houver algum grupo de trabalhadores da luz dispostos a realizar um serviço de resgate e auxílio, a existência de almas necessitadas de socorro naquela região.

Ao final do meu tour por Uyuni, o nosso carro regressaria para San Pedro, porém eu pedi ao nosso guia para me deixar no terminal de ônibus de Uyuni, pois eu iria seguir viagem pela Bolívia. O nosso guia me recomendou cuidado e com um desejo de boa viagem, atendeu ao meu pedido e eu segui para o norte.

[ Continua ... ]